Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Torre de Babel

Torre de Babel

A heresia de Aquenáton

Aquenáton, um dos últimos faraós da 18ª dinastia, desafia o clero de Amon e funda uma nova religião baseada no culto de Aton. Após um breve período de desordens, a dinastia de Ramsés afirma de novo o poder dos faraós.

 

15462699390_0a83b2e8e1_b.jpg

 

Quando Amenófis III morre, por volta de 1372 a.C., o Egito vive numa prosperidade e num luxo sem precedentes. Entretanto, o clero de Amon não cessou de expandir a sua influência e as suas terras, e está em condições de fazer face ao soberano. Não é, porém, com um objetivo político que o jovem Amenófis IV (Aquenáton) se opõe aos sacerdotes, mas por razões profundamente religiosas.

 

A Heresia de Aquenáton

 

Filho de Amenófis III e da sua esposa muito amada, a rainha Teje, Amenófis IV, cujo nome significa «Amon está satisfeito», é educado num ambiente refinado, onde as pessoas se preocupam mais com a estética e com as questões religiosas do que com a guerra e a caça.

 

O jovem soberano desposa, também ele, uma rainha excepcional, Nefertiti, cujo nome significa «A bela chegou».

 

No segundo ano do seu reinado, o faraó decide abandonar o culto de Amon para instaurar a religião mais depurada de Aton, o disco solar. Para ele, como para Nefertiti, o caráter único do divino, do qual Aquenáton tem uma experiência mística, não pode ser representado, mas apenas simbolizado. O caráter e a sensibilidade religiosa dos dois esposos leva-os a amar a Natureza e o sol escaldante do Egito.

 

O soberano não afasta qualquer divindade, mas os sacerdotes de Amon reagem vivamente e iniciam uma luta contra o novo culto.