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Torre de Babel

Torre de Babel

Afonso X de Leão e Castela

Afonso X (1221-1284) governou Leão e Castela entre 1252 e 1284, tendo-se caracterizado por ser um homem de vários saberes. Tinha sede de cultura, ao mesmo tempo que se destacava nas armas e demonstrava capacidade na intervenção pública. O seu desempenho cultural fez com que, justamente, fosse cognominado de o Sábio.

 

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Na sua luta pela Reconquista Cristã, tomou importantes territórios, como Múrcia, Jaén, Sevilha e Cádis e confinou a Granada a força islâmica ibérica. Manteve também importantes relações com Portugal. Mesmo antes de assumir os destinos de Castela e de Leão, esteve, entre 1247 e 1248, ao lado de D. Sancho II na guerra civil portuguesa que o opunha ao irmão, o futuro D. Afonso III. Acabaria, anos mais tarde, por casar a sua filha D. Beatriz com o Bolonhês. Ávido dos territórios algarvios, só abriu mão deles definitivamente para o seu neto, D. Dinis de Portugal, quando este contava sete anos.

 

A sua relação com Portugal não se resumiu a estes factos. A influência de Afonso X esteve patente também na astronomia e na jurisprudência – com as Sete Partidas, baseadas no Direito Romano. Também os trovadores da sua Corte, incluindo ele mesmo, cantaram em galaico-português, destacando-se a coletânea Cantigas de Santa Maria.

 

A maior frustração do seu reinado prendeu-se com a pretensão ao trono imperial da Alemanha. Filho de D. Beatriz da Suábia, neta do imperador Frederico I, o Sábio considerava-se herdeiro deste trono. As suas tentativas arrastaram-se ao longo de 17 longos anos, mas contou com fracos apoios e com a oposição do papado.