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Torre de Babel

Torre de Babel

As aventuras de Sir Richard Burton

Sir Richard Burton (1821-1890) foi o mais romântico de todos os exploradores vitorianos. Era um homem de ação, bem como um erudito que sabia falar trinta e cinco línguas. Disfarçado de patane, foi um dos poucos europeus a entrar na cidade santa de Meca.

 

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Quando jovem oficial no Exército indiano passava semanas a fio a viver com os Muçulmanos e a aprender o sufismo, uma variante do islamismo. Era também um espadachim e um cavaleiro exímio.

 

É mais conhecido pela procura da nascente do Nilo. Esta famosa viagem uniria o seu nome ao de John Hanning Speke.

 

Numa viagem anterior, que haviam feito na Somália, os dois homens tinham sido atacados no seu acampamento. Uma seta entrou por uma face de Burton e saiu pela outra e Speke foi ferido em onze sítios. A cicatriz é bem visível em fotografias de Burton já mais velho.

 

Este episódio não os intimidou e, dois anos mais tarde, embarcavam ambos para fazerem a primeira tentativa séria para descobrirem a nascente do Nilo. Em 1856, quase nada era conhecido da África Central, a não ser o boato que circulava sobre um grande lago no coração do continente.

 

Ultrapassaram grandes perigos avançando pelo interior desde Zanzibar até ao lago Tanganhica. Burton teve pouca sorte, adoeceu e ficou para trás, enquanto Speke prosseguia numa viagem para norte, durante a qual localizou o lago Vitória que julgou ser a verdadeira nascente do Nilo. Burton discordou e, embora acabasse por se provar que não tinha razão, desentenderam-se devido às divergências de opinião.

 

Seguiu-se uma vida de viagens e de escrita, porque Burton tornou-se o representante britânico numa quantidade de lugares longínquos, sobre os quais ele escreveu numerosos livros e artigos. Isto incluiu o seu período em Damasco que foi sempre a sua pátria espiritual.

 

Depois da sua morte, a mulher destruiu muitos dos seus escritos. Ela era uma senhora muito religiosa e achou-os, provavelmente, imorais para serem publicados. Felizmente, restaram provas mais do que suficientes que revelaram Burton como o homem informal e fascinante que foi.