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Torre de Babel

Torre de Babel

História do Hip Hop

O mal-estar e a insatisfação que haviam provocado os comportamentos rebeldes dos jovens, uma década antes, estimularam pelo contrário, no clima otimista dos anos 60, a vontade de construir uma sociedade alternativa, fundada nos valores do amor, da espiritualidade e da partilha de todos os bens. Este espírito nasceu e amadureceu na Califórnia, fundindo-se com o movimento psicadélico – que por sua vez, defende a possibilidade de um maior autoconhecimento através das drogas.

 

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O rock torna-se uma das linguagens privilegiadas na difusão desta nova perspectiva: os grupos musicais californianos criam o acid rock, que serve de acompanhamento e de catalisador nas "viagens mentais" proporcionadas pela ingestão de substâncias alucinógenas. Recusam também os sistemas e métodos da grande indústria discográfica, por esta se encontrar demasiado corrompida pela força do dinheiro.

 

O Movimento Hippie

 

Em finais dos anos 50 começaram a concentrar-se, na tranquila São Francisco, intelectuais que, partindo de uma crítica radical dos valores dominantes na sociedade norte-americana, decidiram isolar-se, para se dedicarem totalmente a um tipo de vida alternativo.

 

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É graças a eles que, nos primeiros anos da década de 60, começam a ser difundidos ideias e estilos de vida anticonformistas que atraem, sobretudo, os jovens da classe média: vida comunitária, liberdade sexual, respeito pela natureza, adoção de filosofias orientais como modelos de uma vida mais autêntica e uso de drogas.

 

A partir de 1965 o movimento hippie alastra-se com um dinamismo que o escritor Allen Ginsberg definiu como "o poder das flores". Slogans como Make love, not war são adotados por milhões de jovens – e o mesmo sucede com as calças à boca de sino, as camisolas de cores garridas e os cabelos compridos.