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Torre de Babel

Torre de Babel

O desenvolvimento das trocas comerciais nas sociedades neolíticas

Contrariamente a uma ideia muito espalhada, as sociedades neolíticas não vivem numa autarcia completa.

 

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No Paleolítico, certas matérias-primas percorrem várias dezenas de quilómetros e, no Neolítico, as trocas comerciais vão desenvolver-se rapidamente ao longo de centenas de quilómetros.

 

A obsidiana da ilha grega de Milo, uma rocha negra vulcânica, circula por toda a Grécia. As pulseiras de conchas do Mediterrâneo chegam a toda a Europa Central e servem talvez de moeda, enquanto se encontram conchas das costas atlânticas em sepulturas da Alsácia. O mesmo acontece com o cobre da Bulgária, o ouro do Cáucaso ou o sal das praias do Atlântico.

 

Em França, o apreciado sílex amarelo do Grand-Pressigny, na Touraine, explorado por volta de 3000 a.C. e que servia para fabricar punhais, encontra-se nos Países Baixos e na Suíça. Descobrem-se um pouco por todo o lado, na bacia parisiense, na Borgonha, na Lorena, poços de extração de sílex, onde foram encontradas pequenas estatuetas femininas que os mineiros levavam para se protegerem dos perigos das profundezas da Terra.

 

Esta exploração intensiva e estas trocas são indícios de sociedades desenvolvidas, capazes de produzir mais do que necessitavam a fim de adquirirem outras matérias-primas preciosas.