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Torre de Babel

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O exorcismo de Robbie Mannheim

No dia 20 de agosto de 1949, o Washington Post publicou um artigo no qual se relatava o exorcismo praticado a um rapaz de 13 anos chamado Robbie Mannheim. Segundo se lia, o adolescente tinha começado a sentir fenómenos estranhos à sua volta após a morte de uma tia à qual estava muito ligado: desde sons provenientes do piso superior da casa onde vivia com a sua família até objetos que se moviam sem que ninguém lhes tocasse.

 

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Quando o menino começou a apresentar arranhões no corpo, a família decidiu contatar médicos e psiquiatras. Sem uma explicação médica plausível para os fenómenos, pediram conselho aos reverendos protestantes Luther Miles e Raymond J. Bishop. Estes, alarmados pelos factos que observaram, recorreram ao padre católico William S. Bowder, que solicitou autorização para praticar um exorcismo.

 

Graças ao diário que o padre Bowder foi escrevendo, o Washington Post pôde narrar como três sacerdotes participaram no exorcismo, que este durou exatamente um mês e que nele aconteceram cenas que atemorizaram os exorcistas. "Robbie erguia-se na cama e lutava com todos os que o rodeavam. Gritava, saltava e dava murros. Tinha o rosto endemoninhado e batia com os dentes de fúria", lia-se no diário.

 

O jovem recuperou: o exorcismo foi um êxito, tal como no livro O Exorcista, de William Peter Blatty, que se inspirou no caso publicado pelo Washington Post.

 

Vale a pena referir que o Rituale Romanum, manual dos exorcistas, foi publicado em 1614 e atualizado no ano 2000, que a Associação Internacional de Exorcistas é uma entidade jurídica reconhecida pelo Vaticano e que João Paulo II praticou o seu primeiro exorcismo em 1978, sendo já papa, e voltou a fazê-lo em 1982 e em 2000.