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Torre de Babel

Torre de Babel

O que é o estúdio de música eletrónica WDR na Alemanha

O Estúdio de Música Eletrónica WDR (Westdeutscher Rundfunk) na Alemanha foi o primeiro estúdio inteiramente dedicado à música eletrónica. Foram os compositores Herbert Eimert e Robert Beyer que efetuaram as primeiras experiências com equipamentos eletrónicos, na rádio NDWR da cidade de Colónia.

 

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Esta quarta-feira, dia 18 de outubro, celebramos o 66º aniversário do Estúdio de Música Eletrónica WDR. Conhecido como o primeiro estúdio de música moderna, este estúdio tornou-se um paraíso para músicos e produtores inovadores em todo o mundo. Foi aqui que os sons sintetizados eletronicamente foram misturados para criar um género de música totalmente novo que muitos amaram e ainda amam.

 

O Estúdio de Música Eletrónica WDR foi estabelecido na instalação de radiodifusão da Alemanha Ocidental, mais especificamente em Colónia. O conceito de um estúdio para criar música eletrónica foi lançado pelos compositores Werner Meyer-Eppler, Robert Beyer e Herbert Eimert, que estiveram à altura dos requisitos técnicos do desafio. Artistas no estúdio criaram batidas inovadoras, editando e misturando sons usando novos tipos de equipamentos e composições técnicas. Compositores e produtores vieram de longe, um pouco de todo o mundo, já que o estúdio tornou-se um viveiro para a inovação musical.

 

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Até ao ano 2000, o estúdio original continuou a empurrar os limites da música eletrónica e a desenvolver novos sons e ideias. O Google Doodle desta quarta-feira, criado pelo ilustrador Henning Wagenbreth, que vive em Berlim, comemora a diversidade de pensamento e imaginação que construiu este estúdio e transformou as possibilidades da música.

 

O rock e a música eletrónica

 

O mundo do rock mantém desde sempre uma relação de amor-ódio com a tecnologia. No início da nova música com a guitarra elétrica – uma espécie de objeto futurista, naquela época – foram tantas as reações de aceitação entusiástica como as de hostil rejeição. O mesmo sucedeu nos anos 70, com os teclados eletrónicos.

 

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Nada de comparável, contudo, com os medos e entusiasmos suscitados pela revolução tecnológica dos anos 80, que propôs sintetizadores cada vez mais sofisticados e, sobretudo, o sampler (na imagem acima, um exemplar), um instrumento capaz de gravar qualquer som e de o manipular, depois, ao gosto do músico.

 

Com o sampler, muda a própria forma de fazer música. Abrem-se infinitas possibilidades sonoras para quem quiser compor, sem ser necessário ter competências específicas ou particulares conhecimentos musicais.