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Torre de Babel

Torre de Babel

O tempo das pirâmides

Nos quatro cantos do mundo, em meados do 3º milénio a.C., os homens são assaltados pela febre de construir. Tanto nas margens do Indo como na margem ocidental do Nilo, da Suécia à ilha de Malta, ao longo das costas da Europa, edificam-se cidades, pirâmides, templos e dólmenes.

 

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Preservados pelo deserto, soterrados nos lodos dos rios ou desfigurados pelos ventos do oceano, estes monumentos continuam a ser outros tantos pontos de interrogação sobre a ciência e a espiritualidade dos homens que viveram no 3º milénio.

 

Por que terão construído obras tão gigantescas? Por que terão despendido tanta energia numa época em que o pão quotidiano estava longe de estar assegurado? Apenas para esconderem os seus mortos ilustres, como no Egito, ou vulgares, como na Europa?

 

As mesmas interrogações surgem quando se trata de saber por que razão, nessa época, os homens sentiram, tendo o chicote a ritmar-lhes o esforço ou por simples contribuição voluntária, a necessidade de carregar ao longo de milhares de quilómetros blocos de pedra com o peso de várias toneladas. Em toda a história do mundo não há, com efeito, outro exemplo comparável de uma tal fúria de construir.