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Torre de Babel

Torre de Babel

Os ritos funerários no Neolítico

Embora os primeiros túmulos tenham sido escavados pelo homem de Neandertal há 50 000 anos, é com o Neolítico que as práticas funerárias se tornam complexas.

 

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Enquanto os neandertalianos depunham o defunto numa simples cova, acompanhado por algumas oferendas (flores, cornos de cabrito-montês), as sepulturas dos grupos sedentários são ricas e testemunham relações estreitas entre o mundo dos mortos e o dos vivos.

 

A maior parte dos defuntos é inumada, mas a incineração aparece muito cedo; no entanto, raramente será maioritária, salvo em algumas regiões como a Irlanda perto de finais do 3º milénio antes da nossa era. Os mortos são enterrados em posição fetal, deitados de costas.

 

No hipogeu (túmulo subterrâneo) de Roaix, em França, encontram-se 35 corpos para ali atirados à mistura. A maioria das vezes, as aldeias dotam-se de cemitérios, espaços reservados aos mortos, diferentes do dos vivos. Na Anatólia, os mortos são ligados à construção da casa.

 

Por volta de 3500 a.C., aparecem as primeiras sepulturas coletivas, provavelmente familiares, e a hierarquização da sociedade perpetua-se nos túmulos: os dos chefes distinguem-se dos outros graças a objetos sumptuosos. Em Varna, na Bulgária, contêm grandes quantidades de jóias e inclusivamente, no caso do mais rico, 1,5 kg de ouro.