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Torre de Babel

Torre de Babel

Técnicas de construção das primeiras habitações humanas

As primeiras habitações foram abrigos naturais ou construções ligeiras, uma vez que os grupos humanos eram nómadas.

 

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No Neolítico, as casas são, no Próximo Oriente e na Europa, de madeira e de terra. Outras regiões do mundo, nomeadamente as mais quentes, utilizam exclusivamente vegetais.

 

Usam-se duas técnicas: o tijolo cru, mais no Oriente, e a armação de ramos, mais na Europa. Esta última técnica, numa região rica em madeira, consiste em construir uma parede de ramos entrelaçados sobre a qual é espalhada uma mistura de lama e palha.

 

A pedra raramente é utilizada nas regiões onde aflora: é o caso das casas ovais da cultura de Fontbouisse, construídas na charneca de Languedoc em finais do 4º milénio antes de Cristo. As pedras maciças, os megálitos, serão utilizadas para a arquitetura funerária.

 

Nas zonas mediterrânicas, o telhado pode ser plano, mas é de duas águas em todo o resto da Europa. A cobertura é vegetal (colmo, vimes).

A domesticação dos animais e das plantas

A domesticação constitui uma etapa decisiva na história dos homens, que passam a intervir na vida das plantas e dos animais.

 

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Numerosas espécies vivas foram domesticadas pelo homem. A mais recente parece ter sido o lobo, que se transformou no cão antes mesmo do início do Neolítico, por razões mais ligadas à caça do que à alimentação. Os outros animais são progressivamente criados no Próximo Oriente: o carneiro, a cabra, o boi, e depois o porco.

 

As primeiras domesticações têm como objetivo fornecer uma alimentação segura e estável, mas, a partir de 4000 a.C., os progressos das técnicas de domesticação permitem um uso não alimentar dos animais: lã, laticínios, e sobretudo trabalho.

 

Na agricultura, as primeiras plantas domesticadas são os cereais: trigo, cevada, trigo candial, centeio e painço. As lentilhas, as ervilhas e o linho são também cultivados muito cedo.

As alternâncias do clima na história humana

Desde há 6 milhões de anos, a história dos homens tem sido ritmada por alternâncias de períodos frios (as glaciações) e períodos quentes.

 

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As alternâncias do clima parecem depender de modificações da inclinação do eixo da Terra relativamente ao Sol. A última glaciação, a de Würm, começa por volta de 110 000 a.C. e dura 100 000 anos.

 

O aquecimento é uma das condições necessárias, senão suficiente, para o aparecimento da agricultura. Com o aquecimento, os gelos dos pólos fundem-se e o nível dos mares sobe, atingindo a sua cota atual alguns séculos antes da nossa era. É por isso que numerosos sítios se encontram atualmente cobertos pelas águas.

 

Depois do fim da glaciação, oscilações climáticas de fraca amplitude provocaram o recuo contínuo dos glaciares alpinos e a desertificação do Sahel.

 

Por outro lado, o homem tornou-se capaz de influenciar o clima: abate de florestas, irrigação, etc.

Sir John Cornforth: quem foi e porque a Google lhe dedica um doodle

A Google dedica hoje um doodle ao químico e laureado com um Prémio Nobel Sir John Cornforth (1917-2013), um australiano que construiu a sua carreira em Inglaterra, tendo nascido há exatamente 100 anos atrás, no dia 7 de setembro de 1917. Durante a infância, Cornforth começou a perder a sua audição e ficou completamente surdo aos 20 anos de idade. Como era impossível para ele ouvir as palestras na Universidade de Sydney durante a sua formação, o homenageado com um Google Doodle "devorou" livros de química.

 

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Num belo dia na universidade, Cornforth conheceu a farmacêutica Rita Harradence. Ela havia quebrado um balão no laboratório e pediu a Cornforth para repará-lo, dado que ele tinha muita experiência na indústria vidreira. Assim, começou uma longa parceria profissional e romântica. Em 1939, Cornforth e Harradence ganharam bolsas de estudo para estudar em Oxford e casaram-se dois anos depois. Juntos, escreveram mais de 40 artigos científicos.

 

Em Oxford, Conforth juntou-se à equipa que deu grandes passos no estudo da penicilina e pesquisou bastante sobre a estrutura tridimensional de várias reações químicas. Em 1975, recebeu o Prémio Nobel da Química por este último trabalho. Sir John Cornforth e Vladimir Prelog estudaram as enzimas que ativam as mudanças nos compostos orgânicos. As suas conclusões abriram a porta para muitas descobertas, incluindo o desenvolvimento de drogas que reduzem o colesterol.

 

Quando o Prémio Nobel foi anunciado, o comunicado oficial à Imprensa admitiu que "este assunto é difícil de explicar aos leigos". Mas já estava claro que milhões de pessoas beneficiariam com a curiosidade de Cornforth sobre o funcionamento e as maravilhas do mundo natural.

Os primeiros utensílios humanos

Quando os animais usam utensílios, trata-se apenas de gestos instintivos. No caso de alguns macacos, como certos chimpanzés, são por vezes comportamentos adquiridos.

 

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Os comportamentos adquiridos, no que ao fabrico de utensílios diz respeito, variam conforme as regiões: pedras para quebrar frutos, paus para extrair mel, etc. Os primeiros utensílios humanos desapareceram quase todos (eram de madeira), ou não são reconhecíveis (no caso das pedras não trabalhadas). Progressivamente, os australopitecos começam a fabricar utensílios cortantes.

 

Com o Homo erectus aparecem os primeiros utensílios simétricos, chamados «coups-de-poing». Os utensílios não cessam de diversificar-se, e as técnicas de talhe da pedra de aperfeiçoar-se. Com 1 kg de pedra, o Homo erectus só consegue fabricar um utensílio. Mais tarde, o homem de Neandertal, com a mesma quantidade, confecciona vários. Quanto ao Homo sapiens, com o mesmo quilo de pedra, produz várias dezenas.

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