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Torre de Babel

Torre de Babel

A heresia de Aquenáton

Aquenáton, um dos últimos faraós da 18ª dinastia, desafia o clero de Amon e funda uma nova religião baseada no culto de Aton. Após um breve período de desordens, a dinastia de Ramsés afirma de novo o poder dos faraós.

 

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Quando Amenófis III morre, por volta de 1372 a.C., o Egito vive numa prosperidade e num luxo sem precedentes. Entretanto, o clero de Amon não cessou de expandir a sua influência e as suas terras, e está em condições de fazer face ao soberano. Não é, porém, com um objetivo político que o jovem Amenófis IV (Aquenáton) se opõe aos sacerdotes, mas por razões profundamente religiosas.

 

A Heresia de Aquenáton

 

Filho de Amenófis III e da sua esposa muito amada, a rainha Teje, Amenófis IV, cujo nome significa «Amon está satisfeito», é educado num ambiente refinado, onde as pessoas se preocupam mais com a estética e com as questões religiosas do que com a guerra e a caça.

 

O jovem soberano desposa, também ele, uma rainha excepcional, Nefertiti, cujo nome significa «A bela chegou».

 

No segundo ano do seu reinado, o faraó decide abandonar o culto de Amon para instaurar a religião mais depurada de Aton, o disco solar. Para ele, como para Nefertiti, o caráter único do divino, do qual Aquenáton tem uma experiência mística, não pode ser representado, mas apenas simbolizado. O caráter e a sensibilidade religiosa dos dois esposos leva-os a amar a Natureza e o sol escaldante do Egito.

 

O soberano não afasta qualquer divindade, mas os sacerdotes de Amon reagem vivamente e iniciam uma luta contra o novo culto.

As grutas cretenses e o mito da infância de Zeus

Os locais de eleição da religião cretense são os cumes das montanhas ou as grutas sagradas, onde foram encontradas figurinhas humanas e ex-votos.

 

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A religião grega, que se constitui mais tarde, conserva a recordação destas grutas no mito da infância de Zeus. Como o deus Cronos devorava os filhos, a sua esposa, Rea, levou Zeus, conta Hesíodo, para «a rica terra de Creta», a fim de escondê-lo «nas profundezas de um antro inacessível, na vertente do monte Egeon, coberto por um denso bosque».

 

Aí, o deus-criança foi amamentado por uma cabra e cuidado pela ninfa Amalteia. Quando a cabra partiu um chifre, Zeus ofereceu-o a Amalteia, prometendo-lhe que aquele corno nunca deixaria de estar cheio de flores e de frutos: é a cornucópia da abundância.

 

Mais tarde, será da pele desta cabra que Zeus fará a sua armadura, a égide, e colocará Amalteia e a sua cabra entre as constelações.

Pedro Guerra chama «imbecis» a Bruno Prata e Rui Malheiro

Pedro Guerra comentou o dérbi de Lisboa, que terminou empatado a uma bola, de forma bastante acesa, colocando em causa a arbitragem de Hugo Miguel, que de resto esteve muito bem na partida. No meio da sua indignação, Pedro Guerra, servidor de Luís Filipe Vieira, chamou «imbecis» aos comentadores desportivos da RTP, Bruno Prata e Rui Malheiro, que ultimamente têm criticado muito o estilo de jogo do Benfica e as opções técnicas de Rui Vitória.

 

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A historicidade da Bíblia

A Bíblia é o best-seller absoluto. Contudo, embora conte uma história, está longe de ser um livro de história.

 

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Os seus autores preocupam-se pouco com a historicidade; o que pretendem, antes de mais nada, é dar a conhecer a vontade de Deus. Utilizando fontes diferentes, vindas de várias tribos, vão buscar mitos aos povos que encontram, sem quererem saber de inverosimilhanças ou de anacronismos.

 

A tradição oral é muito antiga, mas o texto só foi fixado tardiamente. A descoberta dos manuscritos do mar Morto fez progredir o nosso conhecimento dos textos, mas é a arqueologia que dá as contribuições mais preciosas, desmentindo ou corroborando o relato bíblico.

Os antepassados de Israel

A Bíblia chama «patriarcas» aos primeiros descendentes de Adão e Eva, célebres pelas idades fabulosas que atingiam.

 

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Estes primeiros homens cometem falta atrás de falta, sendo o primeiro crime o de Caim, que matou Abel, seu irmão. Devido a estes pecados, o «Senhor arrependeu-se de ter criado o homem na Terra» e destruiu a sua criação. É aqui que se situa o célebre episódio do Dilúvio e da Arca de Noé, único homem que foi perdoado pelo Eterno.

 

As raças humanas descendem dos filhos de Noé: Cham, Japhet e Sem, sendo este último o antepassado de Abraão e dos Semitas.

 

Outro episódio, o da Torre de Babel, construída pelos homens para chegarem ao céu, mas destruída por Deus, que os castiga dispersando-os e confundindo as suas línguas.