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Torre de Babel

Torre de Babel

O nascimento do Império Novo no Antigo Egito

Amenófis I, filho de Amósis, reina durante cerca de um quarto de século. Os príncipes do Egito são-lhe dedicados graças às ofertas que ele distribui com generosidade. Prossegue a obra do pai, reorganiza o país e volta a pôr em funcionamento a enorme burocracia egípcia.

 

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Aquele que usa o nome de «Touro que subjuga o país», ou «aquele que inspira um grande terror», conduz, na realidade, muito poucas campanhas militares. Dirige, em contrapartida, a construção de templos, especialmente o seu túmulo, escavado na montanha desértica diante de Tebas. Ao morrer, deixa o trono do Egito ao filho, Tutmósis I.

 

Este lança-se resolutamente numa grande política de expansão e conduz brilhantes campanhas militares da Núbia até às margens do Eufrates. O Egito, como no Império Médio, volta a ser um reino rico e temido por todos os povos vizinhos.

O culto de Amon

A 18ª dinastia faz de Amon, originário de Tebas, o deus supremo do Egito libertado dos Hicsos.

 

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O nome de Amon significa «o deus escondido» e aparece no nome de numerosos faraós.

 

Deus cósmico que se manifesta em todos os aspectos da criação, está associado a Mut, sua esposa, deusa do céu, mas também deusa vingadora e assimilada a Sekhmet. O filho de ambos, Montu, é um deus guerreiro.

 

Amon, «rei dos deuses», cujo animal sagrado é um carneiro de cornos recurvados, torna-se um deus cada vez mais universal, assimilando os caracteres de outras divindades, e sobretudo de Rá.

 

O templo de Amon, em Karnak, é o maior do Egito. Cada soberano acrescenta-lhe as suas próprias construções, e os outros templos tebanos, como o de Luxor, estão-lhe ligados.

A princesa de Lastours

Entre 1600 e 1500 a.C., uma menina de 7 ou 8 anos é enterrada em Lastours. Foi encontrada sob um dos castelos cátaros do Aude.

 

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No fundo da gruta do Colier, a menina repousa no meio de soberbos ornamentos: contas tubulares de vidro colorido ou de chapa de bronze, pulseiras de bronze em forma de espiral e, sobretudo, um curioso pendente de âmbar no qual está gravado um olho.

 

Estes enfeites, característicos da Idade do Bronze, testemunham a complexidade das trocas comerciais na Europa (âmbar vindo do Báltico, pulseiras de bronze encontradas em Unetice, na Europa Central).

 

O tesouro sugere igualmente que os pais desta criança eram de uma condição elevada, a menos que ela própria desempenhasse funções sagradas.

Os alinhamentos de Carnac

Os bretões do século XIX viam nos alinhamentos de Carnac um exército petrificado; outras lendas faziam deles pedras destinadas a calçar as tendas de Júlio César.

 

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Carnac significa em bretão «o lugar dos cairns». Cairn é uma palavra celta que designa os montes de pedras que cobrem os túmulos.

 

No território de uma aldeia do Morbihan existem cerca de 3000 menires edificados próximo do fim do Neolítico, pedras erguidas que deviam estar associadas ao culto dos mortos, mas ser também um local de cerimónias em honra do Sol. Estão agrupadas em três grandes alinhamentos.

 

O mais importante é o de Menec, onde 1170 menires formam onze filas ligeiramente encurvadas que comportam dois cromleques, recintos ovais de pedras erguidas. Está orientado para os nascentes solares intermédios.

 

O alinhamento de Kermario, 240 metros mais adiante, precedido por um dólmen, orienta-se para o nascer do Sol nos solstícios, enquanto o de Kerlerscan está alinhado com os nascentes solares equinociais.

Os ritos funerários no Neolítico

Embora os primeiros túmulos tenham sido escavados pelo homem de Neandertal há 50 000 anos, é com o Neolítico que as práticas funerárias se tornam complexas.

 

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Enquanto os neandertalianos depunham o defunto numa simples cova, acompanhado por algumas oferendas (flores, cornos de cabrito-montês), as sepulturas dos grupos sedentários são ricas e testemunham relações estreitas entre o mundo dos mortos e o dos vivos.

 

A maior parte dos defuntos é inumada, mas a incineração aparece muito cedo; no entanto, raramente será maioritária, salvo em algumas regiões como a Irlanda perto de finais do 3º milénio antes da nossa era. Os mortos são enterrados em posição fetal, deitados de costas.

 

No hipogeu (túmulo subterrâneo) de Roaix, em França, encontram-se 35 corpos para ali atirados à mistura. A maioria das vezes, as aldeias dotam-se de cemitérios, espaços reservados aos mortos, diferentes do dos vivos. Na Anatólia, os mortos são ligados à construção da casa.

 

Por volta de 3500 a.C., aparecem as primeiras sepulturas coletivas, provavelmente familiares, e a hierarquização da sociedade perpetua-se nos túmulos: os dos chefes distinguem-se dos outros graças a objetos sumptuosos. Em Varna, na Bulgária, contêm grandes quantidades de jóias e inclusivamente, no caso do mais rico, 1,5 kg de ouro.

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