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Torre de Babel

Torre de Babel

Informações úteis sobre o trabalho de parto

Durante o último mês da gravidez, 95% das crianças colocam-se na posição de cabeça para baixo. Nesta posição, a criança pode auxiliar o próprio nascimento, primeiro forçando a abertura do colo do útero com a sua cabeça grande e forte, depois voltando-se e rodando para passar os ossos pélvicos da mãe. No entanto, a duração de um parto normal varia grandemente.

 

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As mães que têm o primeiro filho podem levar 16 horas a dar à luz, enquanto os outros filhos podem nascer em metade desse tempo. A fase mais demorada do trabalho de parto é a primeira, durante a qual se dá a dilatação do colo do útero e a cabeça da criança o atravessa a caminho da vagina. A segunda fase, em que a mãe empurra a criança para o exterior através da vagina, não leva habitualmente mais de hora e meia para o primeiro filho e meia hora para os outros. A terceira fase, a expulsão da placenta, demora cerca de 15 minutos.

 

Em que consiste o falso trabalho de parto?

 

No mês que precede o nascimento, todas as mulheres grávidas experimentam as chamadas contrações de Braxton-Hicks, que, embora indolores, são por vezes tomadas erradamente como trabalho de parto. Com o adiantar da gravidez, o útero, progressivamente irritável, contrai-se de vez em quando, por vezes fortemente. Estas contrações têm um objetivo muito importante: empurrando o feto contra o colo do útero, este "apaga-se", isto é, torna-se mais curto e fino, o que mais tarde lhe permitirá abrir-se para dar passagem à criança.

 

A mulher que espera o primeiro filho interroga-se sobre se estas contrações significam que o bebé vem a caminho. Uma maneira simples de distinguir o falso trabalho de parto do verdadeiro é levantar-se e andar. Se as contrações cessam, não chegou ainda o momento do parto; se se tornam mais demoradas, menos espaçadas e gradualmente mais intensas, então o trabalho de parto está em curso.

 

Existe o perigo de "parto a seco" se a "bolsa das águas" rebentar demasiado cedo?

 

Uma vez rota a "bolsa das águas", ou saco amniótico, o trabalho de parto começa geralmente dentro de 12 horas, mas em geral não é mais "seco" do que qualquer outro, pois só uma fração das águas se escapa com a rutura das membranas.

 

Habitualmente, o trabalho de parto inicia-se sem a rutura do saco amniótico. Em cerca de 60% destes casos, a bolsa rompe-se no final da primeira fase do trabalho de parto – o período em que o colo do útero se dilata para dar passagem ao feto. Noutros casos, a bolsa mantém-se intacta até à segunda fase – em que a criança percorre a vagina – ou mesmo até ao nascimento.

 

Uma bolsa amniótica intacta funciona um pouco como um balão cheio de água, protege a criança dos choques mecânicos e evita a compressão excessiva do cordão umbilical, mantendo assim bem oxigenado o sangue do feto, o que geralmente se traduz num bebé ativo ao nascer. Por outro lado, a rutura da bolsa acelera normalmente um trabalho de parto lento, o que traz igualmente benefício à criança; o médico (ou a parteira) deve, portanto, decidir qual a altura ótima para romper a bolsa das águas.