Isaac Abravanel
Rabino (1437-1508). Membro de uma família destacada, estudou na escola rabínica, obtendo o grau de doutor.

Erudito e defensor da fé, salientou-se pelos comentários à Lei da Sinagoga de Lisboa e interpretação dos livros da Bíblia. Tinha também um profundo conhecimento do trabalho de doutores da Igreja, como S. Tomás de Aquino. Ao longo da vida, defendeu a importância de Israel como "povo divino". Proclamando a Salvação, Fontes de Salvação e Forma dos Elementos são algumas das suas obras.
Em Portugal, conquistou a confiança de D. Afonso V, que o encarregou de diversas missões diplomáticas. Porém, a ascensão de D. João II ao trono veio alterar este estado de graça. Acusado de ter participado na conspiração do duque de Bragança, teve de partir para o exílio.
De seguida trabalhou junto dos monarcas de Espanha, Fernando e Isabel, até 1492, ano em que os judeus foram expulsos do território, tendo-se fixado em Veneza, onde passou o resto dos seus dias. Aí, mediou questões comerciais entre portugueses e venezianos.
Não menos conhecido foi o seu filho, Leão Hebreu, filósofo, médico e poeta.
