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Torre de Babel

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Vida e Reinado de D. Pedro III

D. Pedro III (1717-1786), o Edificador, reinou entre 1777 e 1786, em direito de sua esposa a rainha D. Maria I.

 

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Filho do rei D. João V e de D. Maria Ana de Áustria, tornou-se D. Pedro III quando a sua esposa e sobrinha, D. Maria I, em 1777, subiu ao trono, conferindo-lhe o título de rei.

 

Da sua vida antes do matrimónio pouco se sabe, para além do facto de ter tido como mestre de matemática o engenheiro Manuel da Maia.

 

Os relatos que chegaram aos nossos dias descrevem-no como uma pessoa de fraca personalidade e um tanto apagado. Sempre foi o preferido do pai, em detrimento do primogénito D. José, ao ponto de D. João V manifestar o desejo de D. Pedro subir ao trono.

 

A 6 de junho de 1760, contraiu matrimónio com D. Maria, uma união promovida por D. José. Apesar da grande diferença de idades (D. Maria tinha apenas 26 anos e D. Pedro, 43), a amizade que nutriam um pelo outro contribuiu para que este fosse um casamento feliz, em que o casal estava unido por uma grande afeição.

 

Durante o reinado de D. José, o casal viveu no Palácio de Queluz, uma construção sumptuosa mandada erguer por D. Pedro. Este afastamento foi ditado pela grande animosidade que o casal nutria pelo marquês de Pombal, tendo este chegado a tentar afastar D. Maria da sucessão do trono.

 

Quando a princesa subiu ao trono, chamou para junto de si o marido, com o intuito de o aproximar do governo de Portugal. Contudo, D. Pedro III dedicou-se, quase exclusivamente, às questões religiosas e exerceu pouca influência na governação do país durante os nove anos que reinou.

 

O centro das atenções do monarca foi, sem dúvida, o Palácio de Queluz, que muitas vezes tem sido comparado, com as devidas distâncias, com o Palácio de Versalhes. A construção foi iniciada em 1747 e surgiu a partir de um antigo palácio rural dos marqueses de Castelo Rodrigo. Atualmente, classificado como Monumento Nacional, começou a ser adaptado a residência de veraneio da família real.

 

D. Pedro III fez questão de se empenhar pessoalmente na remodelação do edifício e zonas circundantes, inspirado no já referido Palácio de Versalhes. O corpo principal do edifício, erigido até 1758, foi completado após o casamento com a sobrinha. Por essa altura, os opulentos salões foram enobrecidos, bem como os jardins palacianos, onde se destacam os fontanários barrocos, as estátuas e os vários recantos para momentos de lazer.

 

A relação de D. Pedro III com a esposa era, de facto, muito boa. Para comemorar o primeiro aniversário da coroação da rainha, mandou construir em Queluz, pelo arquiteto Inácio de Oliveira Benevides, o Real Teatro da Ópera, atual Palácio da Guarda.

 

Enquanto rei, o Edificador não mostrou grande interesse nas questões governativas. A exceção à regra foi o seu empenho na reabilitação dos nobres perseguidos pelo marquês de Pombal e o empenho na restauração da Companhia de Jesus.

 

D. Pedro III foi também grão-prior do Crato e cavaleiro da Ordem do Tosão de Ouro.